Pesquisa feita pensando em onboarding gerou 35% de conversão
Começou como pesquisa pra gamificar o produto por dentro. Terminou refinando a oferta, criando um sistema de qualificação de leads e abrindo um segmento de ticket mais alto — provado num lançamento ao vivo.



A landing do evento, a árvore de qualificação dos SDRs e o quadro dos dez dias de pesquisa. Recortes sem fundo: a pedir.
Escopo do projeto
Na Sales Prime o projeto começou como uma pesquisa focada na parte interna do produto: como distribuir o conteúdo e gamificar a jornada dos mais de 2.000 alunos, numa esteira de quatro níveis. Tudo isso culminou numa condução de entrevistas e num workshop com usuários qualificados — pesquisa quantitativa primeiro, qualitativa depois, mapeando as necessidades reais.
Com isso construímos e refinamos a oferta do produto: um sistema de qualificação de leads dinâmico, sem deixar a estrutura complexa, gerando resultado direto no time de vendas; e o refinamento da oferta pra criar um novo segmento de ticket mais alto. Negociei prioridades com C-Levels, e tudo foi comprovado num lançamento — o modelo da empresa é abrir turmas e vagas naquele momento, durante um pitch ao vivo da CEO.
Papel
UX/UI Designer, Researcher & Design Lead
Conduzi a pesquisa quantitativa e qualitativa, apresentei os dados à CEO, redesenhei a landing do evento com marketing e copy, e desenhei os formulários de pré-qualificação com o lead de tráfego pago. Um mês e meio.
Desafios
O que a base mostrava antes da pesquisa:
-
01
Onboarding praticamente zero
Aluno novo entrava e se sentia perdido — risco direto no upsell pros níveis caros
-
02
Valor existente, experiência confusa
O conteúdo era bom; a lacuna estava na percepção de progresso
-
03
Opinião em vez de dado
Eu não queria levar hipótese pra CEO — precisava de evidência
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04
O aluno não compra técnica
Ele compra status e networking; faltava exclusividade percebida
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05
Prazo fechado
Um mês e meio até o próximo lançamento
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06
SDR abordando no escuro
Sem saber o nível nem a dor de quem estava do outro lado
Soluções
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01
Discovery de 10 dias
7 dias quantitativos com +2.000 usuários; depois, um workshop de 2 horas com 8 alunos qualificados
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02
Customer Success como ponte
A figura familiar reuniu alunos qualificados e quebrou o gelo — dores que ninguém diria a um pesquisador
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03
Dados na mesa da CEO
E a humildade de entender o tropeço: o momento do negócio pedia conversão, não retenção
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04
Nova landing page
Promessa reescrita com marketing e copy — de sucesso intangível pra resultado metrificável
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05
Formulários que qualificam
5–10 perguntas pra júnior, 10–16 pra pleno/sênior, atalho pro B2B; janela de contato de 30 min
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06
Lead “mastigado” pro SDR
Nível e dor exata antes do primeiro contato: abordagem 100% consultiva
Uma pesquisa, vários insights, uma nova estratégia
O projeto que mudou de alvo no meio
Este projeto não terminou onde começou. O pedido era sobre a parte de dentro do produto; a entrega foi um lançamento. O que segue é o caminho entre um e outro — dez dias de pesquisa, uma conversa com a CEO e as decisões que mudaram o alvo.
Um pedido sobre a parte de dentro do produto
A Sales Prime tinha mais de 2.000 alunos numa esteira de quatro níveis — Básico, Intermediário, Avançado e Presencial. O briefing pedia melhorar a jornada interna: como distribuir o conteúdo e gamificar o progresso, pra que quem entrava continuasse e subisse de nível.
- 2.000+alunos na base
- 4níveis na esteira
O aluno novo se sentia perdido — mas isso era uma suspeita
O que a base sugeria era um problema de percepção de progresso, não de conteúdo: o aluno entrava, não via onde estava nem pra onde ia, e isso era risco direto no upsell pros níveis mais caros. Era uma hipótese razoável. E hipótese razoável é exatamente o tipo de coisa que eu não queria levar pra CEO.
Medir antes de desenhar. Nenhuma tela, nenhuma mecânica de gamificação, enquanto a suspeita não virasse número.
Perguntar onde os alunos já estavam
A pesquisa rodou dentro da própria plataforma, com foco em gamificação: uma gama de perguntas respondida por mais de 2.000 alunos ao longo de sete dias, no lugar em que eles já estudavam.
Ela fez duas coisas ao mesmo tempo. Mediu onde a jornada travava — e, sem ter sido desenhada só pra isso, mostrou quem estava pronto pra subir de nível. Foi esse segundo dado que abriu a fase seguinte.
- 7dias de coleta
- 2.000+respostas
Escolher com quem conversar — e quem convida
As respostas apontaram os alunos mais qualificados. Pra esses, uma isca: o convite pra fase qualitativa. E o convite não saiu de mim — saiu do Customer Success, a figura familiar, que os alunos já conheciam, que reuniu os selecionados e quebrou o gelo.
Quem convida importa tanto quanto o que se pergunta. Uma dor que ninguém diria a um pesquisador aparece na conversa com alguém de confiança.
Um workshop de duas horas, oito alunos, uma pergunta diferente
O workshop foi construído em cima das perguntas coletadas na fase quantitativa — mas com outro direcionamento. Em vez de olhar o aluno perdido, olhou as dores de quem já era bem-sucedido em vendas: o que essa pessoa ainda queria, e o que a faria dar o próximo passo. Foi uma sessão só, de no máximo duas horas, com uma bateria de perguntas pra cada um dos oito e um termômetro de engajamento correndo o tempo inteiro.
Eu conduzi a pesquisa. O assistente de Customer Success mediou: era ele quem sabia a temperatura da sala e reengajava quem esfriava — e era ele a figura familiar que tinha trazido aquelas pessoas. Isso não foi detalhe de logística; foi o que fez o workshop valer. Sem ele, oito alunos responderiam pra acabar logo, e a resposta de quem quer acabar logo não vale nada.
- 2 hde workshop, no máximo
- 8alunos
- 1mediador de CS
Eles não compravam técnica. Compravam status, networking e exclusividade percebida.
Foi o insight que virou estratégia. E ele trazia junto uma correção de rota: o momento do negócio pedia conversão, não retenção.
Os dados, e o meu tropeço
Levei os dados pra CEO mostrando que estávamos perdendo potencial de compra na base: alunos que já podiam evoluir na esteira e que ninguém estava chamando. Depois de entender o momento do negócio, entendi o meu tropeço — eu não deveria pensar só em experiência pra trazer um benefício dali a três meses.
Pivotar. Em vez de gamificar o onboarding, levar quem já estava pronto do Avançado ao Presencial — o produto de maior ticket — no lançamento seguinte. Prazo: um mês e meio, até a abertura de vagas.
Uma nova oferta pro degrau de baixo
O alvo virou o novo modelo presencial, com uma nova oferta. Pra quem já estava no Avançado — disposto, ou esperando a oportunidade — e pra quem pularia direto pra etapa presencial. O modelo da empresa é abrir turmas e vagas ao vivo, durante o pitch da CEO; o lançamento seria a prova.
A esteira, como funil
- Básico
- Intermediário
- Avançado
- Presencial
O lançamento mirou o degrau de baixo: levar quem já estava no Avançado ao Presencial, o produto de maior ticket.
Uma landing que vende resultado, e um lead que chega mastigado
Duas frentes, em paralelo. A landing do lançamento foi redesenhada com marketing e copy — a promessa saiu de sucesso intangível pra resultado metrificável. E o método de qualificação, um colateral alinhado com o time de vendas, nasceu com o lead de tráfego pago: formulários que descobrem o nível de senioridade e a dor antes do primeiro contato.
Os SDRs passaram a ligar sabendo nível e dor — abordagem 100% consultiva, dentro de meia hora do formulário. O que isso rendeu está nos resultados, logo abaixo.
Micro vitórias de UX
Customer Success como mediador
A figura familiar trouxe os alunos, mediu a temperatura da sala e reengajou quem esfriava — sem isso, resposta de quem quer acabar logo
7 dias + 2 horas
Sete de quantitativo com mais de 2.000 usuários; um workshop de duas horas com 8 alunos
5–10 / 10–16 / atalho
Júnior responde 5 a 10 perguntas, pleno-sênior 10 a 16, líder vai direto pro vendedor B2B
Janela de 30 minutos
O contato do SDR acontece dentro de meia hora do formulário
Insight: status e networking
O aluno não comprava técnica; o gap era percepção de progresso e exclusividade
Promessa reescrita
Com o Head de Marketing e o Copywriter: de sucesso intangível pra resultado metrificável
A qualificação
Lead “mastigado” pro SDR
Desenhei com o Lead de Tráfego Pago formulários no Typeform que pré-qualificam o lead, descobrindo o nível de senioridade antes do primeiro contato. Os SDRs passaram a saber o nível de experiência e a dor exata da pessoa, o que tornou a abordagem 100% consultiva. Fluxos rápidos pra júnior, médios e longos pra pleno-sênior, e um fluxo simples pra líderes, direcionados na hora pro vendedor B2B.
Resultados
35%
de conversão direta no pitch ao vivo da CEO, entre quem ficou até o fim — fora quem foi pra qualificação e fechou com o time comercial
Provado ao vivo, num lançamento de verdade
O que ficou: ser flexível, saber quando está certo ou errado, e conversar com as pessoas certas pra construir junto — no momento certo do negócio.